14/11/2009

Da janela do meu quarto vejo algumas dobrinhas...















Pavão Misterioso
















Borboletas do vinhedo

Gostinho do mar





Beija-flor fitando a flor



Dobrinhas...

Tsurus

Kusudama floral



Borboleta noturna




Tudo Azul! Girasol fitando as borboletas







26/10/2009

Outra luminária com um monte de tsurus...
A mesma luminária instalada

28/07/2008

Luminária com 100 Tsurus instalada


Luminária com 100 Tsurus

14/07/2008

Dragon de Yoshihisa Kimura
Dobrei esse dragão com papel kaft estampado, dupla face verde/dourado, duas folhas 40x40cm para o corpo do dragão, uma folha 20x20cm para a cabeça e uma folha 40x40cm para as asas. O modelo original não tem asas, que eu adicionei aqui por conta própria. Na China, os dragões simbolizam o próprio povo chinês que se auto-proclamam "Long De Chuan Ren" (Filhos do Dragão). Para os chineses, o dragão é uma criatura mítica e divina relacionada à abundância, prosperidade e boa fortuna. Representa a energia do fogo, que destrói mas permite o nascimento do novo.

18/06/2008

Fotos de Glaucio Dettmar






19/05/2008

Marcadores de Página (totalmente fora de foco!)

Samurais


Baianas


10/05/2008

Móbile "Mar de Origami"





25/03/2008

Um bolo de casamento enfeitado com borboletinhas douradas.



Alguns trabalhinhos antigos... (Fotos de Glaucio Dettmar e U. Dettmar)

Oribana (junção do Origami com o Ikebana)
Moldura com Peixinho
Móbile com Tsurus
Tirinha com Flores
Tirinha com Pássaros Sanfonados

Envelope Tsuru, costumo fazê-lo como convite, em papel vegetal, tamanho A4.


Móbile de Borboletas em papel vegetal impresso com estampa de washi.


Móbile com módulos Sonobè, em base de arame colorido.



Móbile de Pavões, em base de madeira, papel dupla face japonês, 7,5cm X 7,5cm




21/02/2008

Móbile com uma Fadinha

Algumas bonequinhas...







Anel de Compostela

04/12/2007

Flores de Lótus e Estrelinhas coreanas

Kusudama Russo

Tsurus fixados em astes de silicone

22/11/2007


Flor de Lótus

Móbile de Borboletas
Flamingo, Estrelinhas e Modular com 4 Tsurus
Modular com 12 papéis mergulhado sobre 500 Tsurus



Barquinho, Estrelinhas e Modular com 12 papéis

13/11/2007


Tsurus Unidos
Os Tsurus da imagem foram feitos em papel
coreado 5cmX5cm, estão unidos pelas asas
sob uma aste de silicone, os fiz para serem
fixados no shorinka (que é uma espécie de mini
ikebana), eles serão presenteados por um casal
muito fofo, no dia
do casamento.




Enlace de Borboletas para Convite
Essa dobra é de minha criação,
foi feito em papel kraft 75gr, 22cmX5cm,
com duas borboletas dobradas nas extremidades.
Para cultura oriental, duas borboletas significam
a união do casal, o convite foi feito para a
celebração de uma união.

12/11/2007

Algumas dobras...

04/08/2006

Símbolo Internacional da Paz...

(Foto de U.Dettmar)
Pensando no senso comum, eu não poderia me furtar de falar sobre as simbologias que as dobras do Origami trazem consigo, aqui em particular, sobre o pássaro Tsuru, portanto aí vai:

Depois do lançamento de bombas atômicas sobre o Japão, ataque americano que destruiu Hiroshima em 6 de agosto de 1945, e três dias depois a cidade de Nagasaki. Tudo o que se encontrava a 500 metros do epicentro da bomba foi incinerado, quase ninguém sobreviveu num raio de 800 metros e a liberação de enorme quantidade de radiação ocasionou a morte de 300 mil pessoas. Quem não morreu queimado, sofreu mais tarde com os efeitos da radição, sendo o câncer a doença mais comum entre os sobreviventes. Uma das vítimas, Sadako Sassaki, com apenas dois anos no dia da explosão começou a sentir os efeitos da bomba atômica aos 12 anos. Seu diagnóstico: leucemia.
Quando Sadako estava no hospital, um amigo lhe trouxe alguns papéis coloridos e dobrou um pássaro (tsuru). Disse que se tratava de um pássaro sagrado vive mil anos e tem o poder de conceder desejos. Se uma pessoa dobrar mil tsurus e fizer seu pedido a cada um deles, seu pedido será atendido. Sadako começou então a dobrar tsurus e pedir para sarar, porém sua enfermidade se agravava a cada dia. Sadako então desejou pedir para a paz mundial.
Sadako dobrou 964 tsurus até 25/10/1955, quando morreu. Seus amigos dobraram os tsurus restantes a tempo para seu enterro.

Mas eles queriam mais, organizaram-se e começaram a angariar fundos para a construção de um monumento. Com isso, estudantes de mais de 3.000 escolas no Japão e de nove outros países contribuíram, para que em 5 de maio de 1958, o Monumento da Paz das Crianças fosse inaugurado no Parque da Paz de Hiroshima.

Todos os anos no dia da paz (06/08) pessoas do mundo inteiro enviam pacotes com1.000 dobras de tsurus para o parque, por este motivo a manufatura de 1.000 tsurus é feita como um tributo à paz. As crianças desejam espalhar a mensagem esculpida à base do monumento de Sadako:

“Este é o grito
Esta é a nossa oração:Paz no mundo
Sadako onde você estiver, saiba que sua mensagem está sendo conhecida no mundo todo, e esperamos que seja também cumprida.”

Que papel usar para dobrar?

(Foto de Glaucio Dettmar)
Os leigos sempre têm a curiosidade de saber que tipo do papel se usa para dobrar origami, e a resposta é: depende de o que você se está dobrando.
O bacana do origami é que você só precisa das mãos e uma folha de papel, e mesmo para quem seja portador de deficiência física, como meu amigo Márcio Motta, que pratica origami com uma única mão!
Hoje em dia, existe uma infinidade de papéis de fácil aquisição, para dobras simples pode-se utilizar papel de jornal, folha de caderno, papel de presente ou A4, que deve ser cortado (ou rasgado) ao quadrado, e você terá um papel pronto para se dobrar.
Existem papéis feitos especialmente para o origami, relativamente finos, numa variedade enorme das cores e padrões, cortados em quadrados, a maioria importada do Japão, China e Coréia, encontrados nas importadoras do bairro Liberdade, em São Paulo, ou mesmo pela internet.
O que nós pensamos como o papel tradicional de origami – kami, papel artesanal, é o papel Washi, que normalmente tem um preço bem salgado, mas vale a pena utilizá-lo quando se quer um papel especial.
Há também quem dobre em outras ferramentas não convencionais, como tecido (guardanapos), acetato, folha de alumínio, papel laminado, papel sanduíche, papel de seda, em massa comestível de farinha cozida. E ainda, a técnica de utilizar papel molhado para se dobrar papeis grossos sem que ele se quebre, pois ao umedecer o papel, ele fica mais macio e maleável, e quando o papel seca, as fibras voltam a se agrupar, permitindo arredondar e dar volume às dobras tridimensionais.
Eu ainda não utilizei papel higiênico para dobrar, por sua pouca gramatura, mas sei de quem já o fez molhando-o em cola diluída.

Os benefícios que o Origami nos traz

(Foto de U.Dettmar)

Acredito que todo ser humano necessita dar vazão ao seu impulso criativo para se sentir mais harmonioso, auxiliando assim sua caminhada em busca do equilíbrio interior. Encontrei na prática de Origami o canal para minha expressão artística, mesmo sendo em proporções bem modestas.
Origami, além de desenvolver nossa capacidade de auto expressão, desenvolve a auto estima, integração social, exercita a psicomotricidade e aumenta a concentração.
Podemos, ainda, utilizar a técnica do origami em várias atividades, dentre elas: artesanato, matemática, geometria e trigonometria, terapia ocupacional, decoração, educação, recreação, arte terapia, entre tantas outras aplicações.
Origami pode ser feito em qualquer lugar com um baixíssimo custo operacional, sendo grande a facilidade de aquisição do material necessário, já que podemos reutilizar qualquer tipo de papel.
A proporção dos que, tentando, não conseguem efetivamente aprender é mínima, sendo o origami feito até mesmo por portadores com 100% de deficiência visual.
É uma arte completamente "inclusiva", pois não há limites físicos e materiais para sua prática.

Minha visão do que é Origami

(Foto de Glaucio Dettmar)
Origami é, em sua tradução literal do japonês, Ori = dobrar + Kami = papel, ou seja, dobrar papel.
O Origami Clássico é feito, sempre, a partir de uma única folha de papel quadrada, de qualquer dimensão, com a qual são feitas sucessivas dobras com a finalidade de criar um objeto tridimensional.
O origami teve sua origem na China no século I d.C. e chegou ao Japão no século VI d.C. sua utilização inicial era em cerimônias como casamento, chá, etc...
Como o papel não era barato, a popularização do origami no Japão só veio no período conhecido como Tokugawa (1603 a 1867) no qual surgiu o primeiro livro sobre origami o Senbazuru Orikata (como dobrar mil cegonhas), datado de 1797.
Antes deste livro as dobras eram passadas oralmente de geração a geração, papel executado pelas mães e mulheres, silenciosamente.
O origami se desenvolveu simultaneamente entre os mouros, que trouxeram o origami para a Espanha quando da invasão no século VIII, utilizando o nome de Papiroflexia, contribuindo para a popularização da arte no ocidente.
O número de livros sobre o assunto é imenso, que através da linguagem dos diagramas mostram passo a passo como confeccionar os mais diversos objetos simbólicos, concretos e abstratos. Atualmente na internet pode-se obter uma infinidade de diagramas através dos sites de busca.
No Brasil, a princípio criou-se uma "asssociação brasileira", sem a preocupação de se ter organizado os grupos existentes em diversos Estados nesse nosso imenso território nacional, porém desde 2001 grupos como os do Rio de Janeiro e São Paulo, estão se empenhando na árdua tarefa de regulamentar os nossos próprios parâmetros e identidade na prática do Origami. Não tenho conhecimento profundo como andam os movimentos além dos limites do Rio de Janerio, que já conta com a existência do "Dobras Brasil", onde Sandra Gulino, Jaciara Grzybowshi, Glória Aguiar, Solange Vasques, Amália de Araújo, entre outras grandes origamistas e colaboradoras dedicadas, se empenham na propagação da arte do Origami.
Existem hoje associações de origami em todo o mundo como por exemplo: Japan Academic Origami Society (Japão) Origami USA (Estados Unidos), British Origami Society (Grã Bretanha), Associación Española de Papiroflexia (Espanha), Centro Difusione Origami (Itália), Origami Deutchland (Alemanha), Origami Sverigue (Suécia) Chinese Origami Society (China), Origami Societeit Nederland (Holanda), dentre outras...
Como nem só de Origami Clássico vive a arte, o uso de papéis retangulares, redondos, cola e tesoura, bem como outros materiais como: pano ou folhas de alumínio, já se admite por origamistas mais libertos do pensamento ocidental, de que tudo tem de ser milimetricamente perfeito, enquanto que a perfeição não é a meta, e sim uma consequência da disciplina e prática do origamista.
Se Origami pode ser considerado uma técnica, porque não aplicá-la diversamente? Se conseiderarmos Origami como expressão de arte, porque não reinventá-la?
A princípio me sentia constrangida ao fazer uso da tesoura, mas hoje não me acanho mais e, com todo respeito a quem defende veementemente o Origami Clássico, uso as mãos ou a tesoura se for preciso. Porque no fundo, o que considero importante é saber que existem pessoas que conservam a prática nos moldes primitivos e outras que a utilizam de acordo com o nosso tempo. É desse respeito pelas opções do outro que transparece o sentido maior do origami, que é sua mensagem de paz, harmonia e beleza.

Meu encontro com o Origami

(Foto de U.Dettmar)
Sempre que andava pelas ruas de meu bairro, esbarrava com um senhor idoso que presenteava meu filho com um tsuru. Em uma dessas esbarradas, meu filho que sempre foi muito curioso, desmontou e montou o pássaro sem muita dificuldade. Vendo o interesse dele, foi presenteado por seu tio com um livro do Carlos Gênova.
Os anos passaram e conheci um excelente origamista com quem tive contato com o básico do origami, posteriormente passei a participar do grupo DobrasBrasil, que é um grupo aberto à experimentação, longe dos preconceitos puristas, que se reúne mensalmente no Rio de Janeiro, grupo este que reúne muita gente boa, como Sandra Gulino e Hidemi Tokui, grandes origamistas e contribuintes para a divulgação da arte.
Durante algum tempo trabalhei como voluntária na APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais ensinando origami e desenvolvendo um projeto de contadores de história com dobraduras de papel, juntamente com uma amiga, Sonia Maria Branco, fonoaudióloga.
Não me considero uma "origamista", mas Origami tem sido uma grande brincadeira para mim, tornou-se um canal para expressão de minha criatividade e acredito estar sendo muito feliz por ter encontrado um caminho de comunicação traduzida em arte, levando para todos os objetos de criação toda a energia positiva que o origami traz consigo, além de minha energia de amor.
Desde 2001 produzo belas peças artesanais, móbiles, marcadores de livros, cortinas com contas coloridas e dobras de origami, cartões, bonecas, luminárias, entre outras criações.
O origami sendo uma arte escultural original, impossibilita um processo de produção em massa, e eu adoro isso, pois segue na corrente contrária à massificação capitalista, uma verdadeira ode ao singular.